PERUÍBE LAMA NEGRA

Estudo realizado na Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que a utilização da lama negra de Peruíbe, cidade do litoral Sul de São Paulo, apresentou efeito antiinflamatório em ratos com artrite experimental. "Houve uma diminuição da resposta inflamatória nos animais", conta a biomédica Zélia Maria Nogueira Britschka, autora da pesquisa. |
Revista Ecovias - nº 18 - junho de 2004 |
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Como no Mar Morto e em Cuba, Peruíbe tem jazida de minério de base argilosa utilizado para fins estéticos e medicinais. “Existem outros lugares onde isso também aconteceu. É o caso de Cuba e também da região do Mar Morto”, explica o médico e coordenador do Projeto Lama Negra, Paulo Flávio de Macedo Gouvea. Em relação à eficácia da lama negra no uso medicinal, o médico explica que o Instituto Geológico do Estado realizou uma série de estudos, na década de 70, que comprovaram a baixíssima radioatividade do minério e sua ação oxidante, o que a faz combater o acúmulo de radicais livres, responsáveis pelas sensações de cansaço e estresse. “Desde a primeira aplicação, a pessoa já se sente muito melhor, pois a lama combate o estresse bioquímico”, explica Gouvea. Já o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo está analisando a lama negra com o intuito de fazer uma caracterização física do material, numa forma de atualizar os estudos feitos há 30 anos. De acordo com Eduardo Kitete, geólogo responsável pelo Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas, que está à frente das pesquisas, esse trabalho é bem mais detalhado que o anterior. “O primeiro era para saber as características gerais do minério, esse é para saber a quantidade de metais pesados, por exemplo. É mais para se certificar de que ele não causará mal nenhum”, explica. A pesquisa já está na fase final e deverá ser concluída até o dia 1º de Julho. Um outro estudo, ainda não concluído, está sendo realizado pela Universidade de São Paulo (USP). Seu objetivo é atualizar as pesquisas da década de 70, que atribuíram efeitos medicinais à lama. Comprovadas a baixa quantidade de metais pesados e a eficiência no tratamento de doenças como atrite, reumatismo, problemas dermatológicos e circulatórios - além de poder ser usada em tratamentos estéticos e no combate ao estresse – o Complexo Termal de Peruíbe poderá receber muito mais pacientes, pois a jazida de lama negra, localizada a 500 metros do mar, tem 83 mil toneladas, distribuídas em 5 hectares e capazes de fornecer o minério para a exploração por, aproximadamente, mais 80 anos. Apesar de ser usada no tratamento de algumas doenças, a lama negra não tem nada de milagroso, muito embora já tenha proporcionado situações inusitadas, como conta Gouvea. “Nos três últimos verões, montamos uma barraquinha na praia para fazer demonstrações do uso da lama. Aquilo parecia a tenda dos milagres. Pessoas que andavam há anos com extrema dificuldade, depois das aplicações, voltaram a andar normalmente”, diverte-se o médico. Um pouco de história A exploração da jazida de lama negra de Peruíbe teve o seu auge no início da década de 70, quando foi criada a Sociedade Fisioterápica Recreativa da Lama Negra.
Clique aqui e saiba mais sobre a Lama Negra site da Prefeitura de Peruíbe: www.peruibe.sp.gov.br |
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